Hoje vou novamente falar de livro. E, ao mesmo tempo, das agruras de ser desenhista. E, de quebra, falar de um grande artista.
Muita gente não faz ideia de como é a profissão de desenhista - seja desenhista de quadrinhos, de cartuns para jornais, de ilustrações para revistas, livros, ou simplesmente desenhistas amadores que desenham para si mesmos. Muita gente não faz ideia de como é ter diante de si uma folha de papel em branco e nas mãos um lápis, e do lado uma borracha, uma caneta, lápis de cor. Muita gente do meu meio não é acostumada a desenhar. Então, não sabe como é você estar diante de uma folha de papel e colocar nele, através do grafite de um lápis, toda uma vida. Criar uma vida que correrá ao bel-prazer do artista. Ninguém, em suma, entende os desenhistas.
Com estas considerações, introduzo a resenha de um dos livros mais extraordinários que li este ano: O HOMEM NO TETO, escrito e ilustrado por Jules Feiffer.
