terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O AÇOUGUEIRO - Parte um

Olá.
Finalmente, cumpro um prometido aos meus 17 leitores.
Há um ano, no dia 20 de dezembro de 2015, comecei a publicar, em capítulos, como acompanhamento de postagens sobre mídias históricas no Estúdio Rafelipe, uma série inspirada nos Crimes da Rua do Arvoredo, ocorridos em Porto Alegre entre 1863 e 1864. A história foi publicada de forma experimental: em "pílulas", pequenos capítulos, sem roteiro pré-definido - a história vai sendo "improvisada" na hora.
Pois hoje, um ano depois, reúno, em uma única postagem, as primeiras 98 páginas da trama já publicadas. Até uma "capa" especial fiz.
Se tiverem paciência para lerem a postagem até o final,  ainda tenho coisas a dizer...



Apesar de a publicação atualmente estar na página 103, publiquei aqui até a 98 porque nessa última página fecha uma sequência, um volume.
Como puderam ver, não houve intenção de seguir a História ao pé da letra. As características de personagens citados no livro O Maior Crime da Terra, de Décio Freitas,  foram alteradas. Nem sei dizer se os trajes, costumes e edificações usadas na História correspondem à realidade histórica - foi tudo livre criação a partir de convicções tidas assistindo séries, lendo livros ilustrados e seguindo lugares-comuns já vistos em outras mídias - livros, filmes, minisséries - sobre o século XIX.
A quadrinização sem quadros nem chega a ser uma novidade estética: vários quadrinhistas seguem a tendência. Até o pioneiro Ângelo Agostini fez suas primeiras séries sequenciais sem usar quadros separando as imagens. A diferença para O Açougueiro é que Agostini usava legendas ao pé dos quadros, e não usava balões.
Além disso, há um segredinho: as páginas são desenhadas em metades de folhas tamanho Ofício, maiores que as A4! A folha é dividida ao meio e desenha-se nas metades - cada página tem um tamanho aproximado A5. A arte-final é feita com canetas marca Stabilo 0,4, lápis nas partes cinzas e caneta esferográfica vermelha nas partes vermelhas.
De todo modo, a história ainda não está encerrada. As pontas serão amarradas gradativamente no decorrer do tempo. Ainda não se sabe qual será a real extensão da história - na melhor das hipóteses, chega a 200 ou 300 páginas. De todo modo, a história tem seus fãs - isso é constatado através da publicação das mesmas no Facebook.
E a história continua. Possivelmente, daqui a um ano, 20 de dezembro de 2017, seja fechada a "parte 2" da História. Ou talvez tenha de publicar capítulos com mais páginas, acompanhando postagens...
De todo modo, agradecemos a todos que acompanharam a narrativa até o momento, e prestigiaram esta estranha iniciativa.
Ainda não há previsão para uma possível versão impressa, o que poderia poupar os olhos dos leitores da luminosidade dos monitores do computador e das telas dos smartphones e tablets. Isso dependerá dos rumos a ser tomados em 2017. E talvez da crítica, afinal, esta HQ foge do comum, do padrão seguido pelos atuais artistas, ainda mais e tratando de uma HQ de mistério, desenhada por um autor de HQs de humor.
De todo modo, continuem com a gente. Continuem acompanhando esta estranha iniciativa, fora do comum. E prestigiem. Deem sua opinião, digam como ficou. Digam se devo continuar ou se devo parar. Digam se devo prosseguir com essa loucura ou desistir.
Em 2017, fiquem com a gente.
Obrigado pela atenção.
Até mais.

2 comentários:

Lucas Cristovam disse...

Rafa, eu já te disse e volto a reforçar: "O Açougueiro" é sua obra prima.

Sua arte está fantástica, seu roteiro, mesmo que improvisado, estupendo e a história é incrível. Eu já era fã de seu trabalho antes -- é uma grande fonte de inspiração para mim -- e agora, sou mais ainda.

Obrigado pela coletânea de páginas, são colírios pros meus olhos. Mal posso esperar por uma versão impressa disso tudo! E claro que vou querer com dedicatória!

Cássio Freitas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.