De vez em quando, é saudável aceitar conselhos de pessoas. Às vezes, um conselho dado por uma pessoa próxima pode ser uma furada, outras pode ser ou grande acerto.
Pois bem. Um colega de trabalho me recomendou que eu lesse o livro que vou resenhar agora. Demorou, mas finalmente segui o conselho deste colega - e li, há pouco, O MENINO DO DEDO VERDE, um clássico da literatura infanto-juvenil.
O MENINO DO DEDO VERDE foi escrito pelo francês Maurice Druon (1918-2009) em 1957. Druon foi um dos pioneiros, no século XX, do romance histórico, ou seja, dos livros de ficção construídos em cima de fatos reais. O diferencial dos romances "históricos" que eram produzidos até a década de 1950 é que Droun fazia, antes de deixar a imaginação rolar, uma rigorosa pesquisa da época retratada - cartilha seguida por muitos escritores de romances históricos atuais, como Bernard Cornwell e Conn Iggulden. Foi com grande pesquisa que Druon escreveu o ciclo de sete romances Os Reis Malditos (escrito entre 1955 e 1966), sobre os reis da época da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. Porém, Druon é mundialmente reconhecido por O MENINO DO DEDO VERDE, o único livro que escreveu para jovens.
Esta edição, de 2008, é a 82a, editada pela José Olympio Editora. A tradução brasileira é de D. Marcos Barbosa, e as ilustrações são de Marie Louise Nery, suíça naturalizada brasileira.


