quinta-feira, 14 de maio de 2009

Livro: PEARL HARBOR

Olá.
No dia 7 de dezembro de 1941, os EUA, então neutros durante a Segunda Guerra Mundial (que, até então, estava limitada à Europa), declaram guerra ao Eixo Alemanha-Itália-Japão. Isso porque este último deu-lhes um motivo para enviar seus homens aos campos de batalha na Europa e no Pacífico: os Zeros, os aviões de guerra japoneses, bombardearam a base naval americana em Pearl Harbor, no Havaí. O evento causou grande comoção na América, e os EUA retaliaram à altura, quatro anos depois, com as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. E isso, depois das batalhas de Midway, Mar de Coral e Iwo Jima.
Chega de introdução... chega de aula de história.
Atualmente, são inúmeros os livros, filmes e outras produções artísticas enfocando eventos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), principalmente os relativos à participação americana no conflito. Hoje, vou falar de um livro, PEARL HARBOR. É sobre... vocês já leram acima.
Bem, existe o filme, também, de mesmo nome. Pois este livro é justamente a obra na qual o filme foi baseado. Sobre o filme, ele foi bastante criticado, e é considerado muito ruim por muitos. Tanto que seu diretor, Michael Bay, acabou se tornando sinônimo de filmes ruins. Bem, parece (mas não tenho como confirmar) que Bay redimiu-se com Transformers. Digo, ainda não vi PEARL HARBOR, o filme. Mas o livro eu já li, sim.
Na verdade, nem sabia que havia o livro antes que ele fosse emprestado para mim. Escrito por Randall Wallace (que também roteirizou o filme), PEARL HARBOR fala dos eventos do ataque a Pearl Harbor. Mas ele é centrado, principalmente, em um triângulo amoroso. É uma obra romântica, sim, sobre como a guerra afetou a vida de muitas pessoas, inclusive a dos corajosos pilotos Rafe McCawley e Danny Walker e da enfermeira Evelyn, os personagens principais.
Rafe e Danny são dois grandes amigos nascidos no Tennessee. Danny é mais inteligente do que Rafe, que não possui grande capacidade de escrever poemas. Ambos cresceram juntos, entraram no exército juntos, e se tornaram aviadores quase que ao mesmo tempo. Já Evelyn é uma enfermeira, bonita e dedicada. Rafe e Evelyn, que se conhecem em Nova York, se apaixonam, mas ele foi auxiliar o Exército inglês no Canal da Mancha, e acaba desaparecendo. Danny, que é transferido para Pearl Harbor (juntamente com a romântica enfermeira), no afã de consolar Evelyn, que fica triste com a notícia da (provável) morte de Rafe, se apaixona por ela. No entanto, Rafe, inesperadamente retorna ao Havaí, e descobre que Danny e Evelyn agora são amantes. Os dois amigos ficam ressentidos um com o outro, enquanto que Evelyn fica dividida. É nesse momento que acontece o ataque japonês à base americana, deixando muitos mortos e feridos. Nesse momento, Rafe e Danny precisam deixar as diferenças de lado e lutar juntos contra o inimigo, enquanto que tudo o que Evelyn pode fazer é tratar exaustivamente dos feridos que lhe chegam e esperar por notícias dos homens que ama. Um deles não volta para casa...
É o enredo, mais ou menos, da obra. Se o filme não é bom, o livro é até... razoável. Pelo menos, eu não achei o romance entre Rafe, Danny e Evelyn tão empolgante. Quer dizer, é, no mínimo, bastante água-com-açúcar, cheio daqueles termos melosos que os amantes adoram se dizer. ´Na primeira parte do livro, é mostrado, inclusive, o panorama dos relacionamentos entre os soldados e as enfermeiras, que se divertem juntos durante os períodos de folga (na época, soldados namorando enfermeiras era uma boa forma de levantar o astral daqueles, que estavam longe de suas casas e famílias; é certo, às vezes eles passavam da conta, mas o que dizer quando eles se apaixonam, como é o caso de Rafe, Danny e Evelyn?). A melhor parte do livro é, mesmo, o ataque. O bombardeio japonês é bem descrito, empolgante. Bombas caindo dos Zeros japoneses, navios sendo destruídos, soldados morrendo das mais diversas formas, possíveis formas de revidar o ataque. Os hospitais militares cheios de feridos, a rotina da morte colapsando corações e mentes - como os de Evelyn. Pelo menos, essa parte é a que vale mais a pena no livro - além, é claro, das divagações do presidente Roosevelt, em seu gabinete na Casa Branca acompanhando o desenrolar da guerra e tomando decisões (mesmo em sua cadeira de rodas, vítima da poliomelite) e do comandante Yamamoto, o estrategista japonês que planejou o bombardeio a Pearl Harbor.
Outros personagens também compôem a parte humana do livro. Os outros soldados (como Red, o gago, Anthony e Billy, cuja morte causa comoção nos companheiros) e enfermeiras do exército (como Betty, que também morre durante o ataque); os superiores do exército, como o comandante Doolitle; e o negro Dorie Miller, auxiliar de cozinha de um dos navios e boxeador.
A versão brasileira do romance, para quem se interessou, foi editada pela Ediouro. Cuidado: esta edição possui erros de português. Tirando isso, dá para se entreter com uma história de guerra - e aprender um pouco sobre a História da Segunda Guerra.
Sim, reconhecidamente a guerra não faz bem a ninguém - principalmente para quem está dentro dela. Podemos entender como os personagens do livro se sentiram dentro do conflito. Meus desejos, portanto, de paz na Terra, aos homens de boa vontade.

RECOMENDAÇÃO
No blogroll, eu estou deixando o endereço do blog da editora Júpiter 2 (http://jupiter2editora.blogspot.com/), para quem quiser conhecer as revistas editadas pelo grande incentivador das HQ nacionais, José Salles. E, na parte dos links, fica o endereço do site bigorna (http://www.bigorna.net/), boa página de notícias sobre as HQ brasileiras.
E agora, de desenho, fiquem com Os Dois.
Até mais!

2 comentários:

Raquel Dias disse...

Muito boa tarde como é que encontrou este livro? em portugues, não consigo pode ajudar?

Alexsson Keven disse...

Também estou a procura desse livro...