terça-feira, 2 de junho de 2009

AVATAR - Livro 1 - ÁGUA

Olá.
Hoje, iniciando a série de análises das temporadas de AVATAR, vamos logo à primeira temporada: o Livro 1 - ÁGUA. E ilustrada com desenhos que fiz dos personagens, todos coloridos a lápis de cor (será que se equiparam aos originais? Temo que não tenham ficado nem parecidos...).
Na postagem anterior eu havia dado as informações gerais sobre o desenho, um resumo básico e outras coisas. Certo.

Os povos do mundo de AVATAR, como eu já disse, são a Tribo da Água, o Reino da Terra, a Nação do Fogo e os Nômades do Ar. Quem já assistiu o desenho, ou pretende assistir, notem que esses povos remetem a tipos humanos do nosso mundo. A Tribo da Água, residente nos pólos do mundo, remete aos inuítes (esquimós) do nosso pólo norte; o Reino da Terra, que ocupa a maior parte do mundo, aos povos euroasiáticos; a Nação do Fogo, aos chineses; e os nômades do ar, habitantes das montanhas, remetem aos sherpas, os habitantes do nosso Himalaia. Inclusive, os monges dos templos do ar lembram muito os budistas tibetanos.
Bem. Nesta temporada, somos apresentados aos personagens e ao mundo que está sendo ameaçado pelo avanço da Nação do Fogo. No Pólo Sul, encontramos Sokka e Katara. Ambos perderam a mãe durante um ataque da Nação do Fogo à região, e o pai partiu com um exército para auxiliar o Reino da Terra na guerra. Os dois estão vivendo com a avó, Gran Gran. E é no Pólo Sul que os dois encontram o iceberg onde Aang e Appa, o bisão voador, estão encarcerados. Quer dizer, foi meio por acaso. Em uma discussão com Sokka, Katara, que no início domina minimamente a água (poder esse que vai crescendo no decorrer da série), quebra um iceberg com dominação de água, e faz emergir o bloco de gelo onde estão Aang e Appa. Mal é libertado, a primeira coisa que Aang faz ao ver Katara é... convidá-la para esquiar nos pinguins!
No primeiro episódio, vemos que os personagens já possuem personalidades bem definidas. Aang, o último dominador de ar, que possui tatuagens em forma de seta na cabeça, mãos e pés, e um bastão que se transforma em um mini-planador para dobrar o Ar, é brincalhão (a constante procura por diversão e o aparente desinteresse é uma forma de suprimir a pressão com os deveres que possui como Avatar) e bastante inseguro com sua tarefa como "ponto de equilíbrio" do mundo; Katara, apesar de reunir todas as qualidades de uma típica mocinha sofrida - é bondosa, justa, sensível, disciplinada e tem na esperança o seu ponto de apoio -, não é chata nem delicada: pelo contrário, ela contrabalança suas boas qualidades com um temperamento explosivo, principalmente para pôr ordem na vida dos rapazes da Gaang (como é conhecido o grupo) e nas batalhas, sem deixar de ser simpática; e Sokka, de cara, já mostra o quanto é histriônico, irônico, trapalhão. Ele tem nas aptidões físicas a forma de se equiparar a Aang e Katara, já que ele não domina nenhum elemento - ele define-se como "o cara com o bumerangue" - porém, demonstra ser muito inteligente e cheio de idéias.
O mesmo quanto às personalidades pode-se dizer quanto aos antagonistas da Gaang, Zuko e Iroh. Zuko, um príncipe desterrado que tem na sua busca pelo Avatar a forma de recuperar a honra perdida - e ele faz questão de lembrar isso sempre - é temperamental e violento. De cara, nós o tomamos como o grande vilão da série, mas o decorrer das aventuras demonstra que a coisa não é bem assim - o seu banimento ocorreu por ter tentado desafiar as opiniões de seu pai, o grande Senhor do Fogo, e isso valeu-lhes também a grande queimadura que desfigura sua face esquerda. Já o epicurista general aposentado Iroh, grande apreciador de chá e de jogos de tabuleiro, é o contrário completo do sobrinho: ele é muito calmo, sereno, cheio de sabedoria, e apesar de aparentar ser muito preguiçoso, ele é bastante poderoso e sempre tem cartas na manga em situações críticas. Depois da Toph, que aparece na segunda temporada da série, Iroh é com certeza o melhor personagem de toda a série!
De cara, achamos que Zuko é o vilão principal. Que nada! O vilão da primeira temporada é o ambicioso e maquiavélico almirante Zao, que também caça o Avatar. E ele é capaz de tudo para conseguir o que quer - até mesmo tentar destruir a lua!
Bem. O que eu não disse sobre Aang é que, em situações de risco ou de emoções muito fortes, ele entra no chamado Estado Avatar: seus olhos e tatuagens brilham, e ele consegue dominar todos os elementos sem saber fazê-lo. O problema é que Aang não tem controle sobre o Estado Avatar, e o deixa vulnerável. A primeira manifestação dpo Estado Avatar se dá quando ele luta contra Zuko, quando é, no segundo episódio, capturado. Com isso, confirma-se, aos olhos de Katara, ser ele o novo Avatar.
Assim, inicia-se a viagem da Gaang rumo ao Pólo Norte, em busca de um mestre dominador de água para Aang e Katara.
Aang assusta-se ao ver como o mundo que conhecia mudou durante sua ausência - principalmente quando vê os templos dos nômades do ar vazios e em ruínas. É no primeiro desses templos em que a Gaang passa, o do sul, que eles encontram o simpático e bagunceiro lêmure voador Momo, que acompanha o grupo. (Aliás,os animais que aparecem na trama constituem um capítulo à parte: todos eles misturam características de dois ou mais animais. Temos, por exemplo, focas-tartaurga, pinguins-foca, patos-tartaruga, cavalos-galinha, etc... Momo é algo como um lêmure-morcego, e Appa é... um bisão, simplesmente. Mas ele voa, e tem seis patas!)
Logo, a notícia do retorno do Avatar se espalha. As nações dominadas enchem-se de esperança (embora nem todos pensem assim), e a Nação do Fogo persegue o "monge careca" a todo custo.
Durante a jornada, Aang, Sokka, Katara, Appa e Momo vão conhecendo muitos lugares e encontrando pessoas que mais tarde terão papel fundamental na série.
Na ilha Kyoshi, que cultua a memória de um dos avatares do passado, aparece a simpática guerreira maquiada Suki; na imponente cidade de Omashu, governa o excêntrico (para não dizer doido) Bumi, o rei e antigo amigo de Aang que, apesar da aparência decrépita, é um dominador de terra bem poderoso; em vilas do reino da Terra, aparecem: Haru, o jovem dominador de Terra proscrito que acaba sendo aprisionado em uma ilha-prisão no meio do mar (de onde a Gaang, notadamente Katara, vai resgatá-lo); o radical Jato e seu bando, que por vingança planejam destruir uma colônia da Nação do Fogo (e o cara consegue engambelar Aang e Katara, mas não Sokka - bela lição de como as aparências enganam); a adivinha Tia Wu; o relutante mestre desertor do fogo Jeong Jeong (antigo mestre de Zao); o velho inventor e seu povo, que ocupam um templo do ar abandonado e o transformam em um imenso laboratório, de onde saem, entre outras coisas, planadores; entre outros personagens, até chegarmos ao Pólo Norte, onde vivem o intolerante mestre Pakku, defensor das tradições, e a bela princesa Yue, cuja vida é ligada à lua, fonte de força para os dominadores de água.
No cânion conhecido como a Grande Divisão, Aang também precisa atuar como diplomata, tentando aplacar os ódios de duas tribos do Reino da Terra, os "civilizados" Gai-jins e os "bárbaros" Zhangs. Só esse episódio pode nos dar uma idéia de como se manifesta o conflito (inútil) entre "barbárie" e "civilização", uma bela lição sobre o contraponto de culturas, que também vale para a nossa realidade.
Também descobrimos alguns segredos dos personagens. O maior deles foi o motivo por que Aang desapareceu: ele fugiu quando soube que, por conta de seus deveres como Avatar - que fatalmente o privariam de uma infância normal -, seria separado de seu grande mestre e amigo, o monge Gyatso; caindo no mar com Appa durante uma tempestade, ele congelou-se a si mesmo.
Zuko, na busca incessante pelo Avatar, também assume a identidade secreta do Espírito Azul, um misterioso assaltante de enorme agilidade.
Aang também aprende a contatar o mundo espiritual, pois o Avatar também é a ponte entre o mundo material e o espiritual. E é no plano dos espíritos que Aang encontra seu antecessor, Roku, da Nação do Fogo, que alerta-lhe sobre a chegada do Cometa Sozin, dentro de um ano, que proporcionará ao Senhor do Fogo enormes poderes que poderão condenar todo o mundo. Dessa maneira, o tempo que Aang possui para aprender a dominar os quatro elementos é curto, muito curto. Será que ele vai conseguir?
O caminho é longo. E temos ainda duas temporadas para descobrir. Até lá, muita ação, emoção e humor esperam quem conferir essa fantástica série.
Em breve: o livro 2 - TERRA - continuação da série.
Até mais!

Um comentário:

ana maria disse...

EU GOSTO MUITO DE VER O DESENHO ANIMADO AVATAR.
E QUERO VER O FILME