quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Balanço de 2012

Olá.

Passada a ressaca do final de ano, chegou o momento de começar uma auto-avaliação do ano que passou, como faço todos os anos desde que ativei este blog. O ano que tinha tudo para ser o último de nossas vidas, mas não foi.
Para mim, em particular, a sensação também foi essa.

Foi um ano positivo em diversos aspectos, entre eles:

- Tive trabalhos publicados em revistas em 2012: nas duas do Benjamin Peppe e na Quadrante X 12;
- Participei da Feira do Livro de Vacaria desenhando diante do público passante;
- Viajei: para Passo Fundo, para Santa Maria e para Porto Alegre;
- Comprei os livros que eu queria, entre eles Garra Cinzenta e Enciclopédia dos Quadrinhos;
- Continuei trabalhando como professor e garanti as rendas para fazer tudo isso;
- Liquidei um empréstimo feito para financiar meu notebook;
- Estreei dois blogs novos, o Blog dos Bitifrendis e o Blog do Teixeirão – além de continuar com a produção dos blogs Estúdio Rafelipe e Blog da Letícia;
- Desenhei bastante;
- Estou prestes a terminar minha pós-graduação;
- Me tornei leitor assíduo dos novos gibis da Pixel Media;
- Confraternizei bastante com meus colegas de trabalho e estudos algumas vitórias do ano;
- Comecei a dar aulas de teclado para meu sobrinho mais velho.

Pontos negativos de 2012:

- Minha família continua problemática – inclusive meus tios e primos, que vez por outra se envolvem em encrencas regadas a álcool e drogas;
- Tive várias vezes raiva das pessoas de casa, como minha mãe, meus sobrinhos mais novos, minha irmã mais velha e meu pai – prefiro não falar por quê;
- Igualmente tive raiva dos meus alunos – então é a eles que estamos deixando nosso país? Igualmente não me perguntem por quê, vocês já devem saber;
- Tive de pedir outro empréstimo para pagar uma dívida referente ao meu emprego anterior;
- Tive meu emprego como professor ameaçado várias vezes – não apenas porque meus alunos não colaboraram com minhas aulas, mas também porque quase fui despedido;
- Danifiquei duas ou três vezes meu automóvel;
- Meu pai teve um grave acidente com sua mão, e continua se recuperando;
- Meu computador deu vários paus graves (o custo de manutenção custou uma pequena fortuna);
- Tive de trocar mais uma vez o modem da minha internet;
- Acabei flauteando várias vezes ao invés de me debruçar sobre meu artigo para a pós-graduação;
- Acabei não passando no concurso para o Magistério do Rio Grande do Sul (quem sabe tenha mais sorte no próximo);
- Os meus colegas do Núcleo de Quadrinhistas de Santa Maria - Quadrinhos S. A. aparentemente se divertindo tocando seus projetos, exposições, sessões de cinema... e eu aqui, em Vacaria, perdendo toda a diversão numa cidade que não tem quase nada pra oferecer;
- Tive déficits financeiros – quase não me sobra dinheiro, em várias oportunidades, para pagar minhas contas.

Não estou tão mal quanto estive na virada de 2011 para 2012. Mas cheguei ao início de 2013 meio decepcionado, meio mal. Ainda não me encontro receptivo a mensagens de otimismo. E o primeiro que vier me falar que “bagunça de criança é normal”, que “indisciplina de alunos é normal” corre o risco de levar, se não um grito na cara, uma bifa. Porque estou cada vez mais convencido de que o problema da indisciplina juvenil se deva ao comodismo dos adultos. Eles estão desistindo de disciplinar as crianças (não digo torná-las soldados, mas impor mais limites a eles e não sentir culpa em dizer “não” para elas) e o mundo está cada vez virado nessa coisa: as pessoas cada vez mais ignorantes.
Estou decidido a tentar escapar disso. Não vou ser essa gente que acredita que sertanejo universitário ou funk carioca é música de verdade.
Desculpem, pessoal. Entenderam o que eu quis dizer acima? Depois não venham colocar a culpa em mim por tudo, como minha família está fazendo indiretamente.
Quando penso em tudo isso, fica com muita raiva, e quero mais é gritar com alguém. Mas simplesmente não posso.
E, para provar que, a partir de agora, não estou para brincadeiras, o desenho de encerramento de hoje vai trazer uma confissão sobre alguns hábitos meus.
É isso aí: na intimidade do lar, às escondidas, pratico autocanibalismo mínimo. Mas garanto que não sou o único a fazer as nojeiras acima descritas. Se você rói as unhas, lambe feridas ou come meleca de nariz, pode se considerar fazendo autocanibalismo também.
E, pra ser sincero, ainda tenho receio em confessar comer meleca de nariz de vez em quando. Mas eu não faço na frente dos outros, ta?
Agora chega, senão eu vou explodir.
Até mais!

Um comentário:

Em companhia do luar disse...

estou vendo que nao esta sendo facil essa sua travessia no mundo, mas tem muita coisas para se orgulhar, fez publicações, viajou, e alem disso é um professor dde historia, mesmo que ocorra uma desvalorizaçao dos alunos com voce, lembre-se que nao é voce esta perdendo e sim eles.

um abraço.
desejo que o ano de 2013 seja melhor e que seus desejos se realizem

um abraço

literaturaearte0809.blogspot.com
@ns_rafael