quinta-feira, 29 de maio de 2014

PIRATAS DO TIETÊ - Laerte, como ele merece!

Olá.
Hoje, lá vou eu redigir mais uma longa matéria sobre um quadrinhista brasileiro (em tempos de Copa do Mundo, nada como ser nacionalista).
Do “homenageado” de hoje eu já falei uma vez (leiam aqui), mas de forma muito irregular e pouco da forma como ele merecia. Hoje, iremos com calma: começo aqui uma série sobre ele.
Hoje, volto a falar de Laerte Coutinho, um dos maiores quadrinhistas brasileiros (se não o maior).

BIOGRAFIA DO PIRATA

Desde o final dos anos 70, Laerte se notabilizou pelo talento como quadrinhista, com um traço caricatural, porém cheio de detalhes, elegante, ora rigidamente próximo ao realista, porém estilizado, com um humor sofisticado, primando pelo nonsense e pelo inesperado em suas situações – na maior parte das tiras, Laerte pega o leitor de surpresa no último quadro, e nunca descamba para a sutileza pura e simples, como muitos de seus colegas. Uma arte que ele domina tanto nas tiras como nas histórias longas. Por isso, um dos quadrinhistas brasileiros mais reproduzidos em livros didáticos, mais publicados em jornais, mais requisitados em entrevistas e convenções.
Bão. Laerte forma, junto com Angeli e Glauco Villas-Boas, a “santíssima trindade” do quadrinho underground brasileiro dos anos 80 e 90. Já é difícil pensar nos “três amigos” em separado. Mas temos de falar em apenas um deles.
Laerte Coutinho nasceu em São Paulo, Capital, em 10 de junho de 1951. Apesar de pertencer desde o início à classe média alta paulistana, Laerte fez, nos tempos de juventude, um passeio pelo lado da rebeldia do proletariado – integrou o movimento (quase) punk brasileiro da transição da Ditadura Militar para a Democracia – e isso se incorporou no seu trabalho. Já viveu sua fase “sexo, drogas e rock n’ roll”.
Laerte cursou, sem se formar, a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA – USP), a partir de 1969, e naquela época começou a publicar seus primeiros trabalhos em jornais e revistas da imprensa alternativa. Sua estreia nas HQ foi na revista independente Sibila, com o personagem Leão. Ele próprio já foi editor alternativo: em 1972, após assistir a uma palestra do artista gráfico Zélio Alves Pinto, junto com o amigo Luís Geraldo Ferrari Martins, o Luís Gê, Laerte cria a revista-fanzine Balão, nascida como um fanzine dentro da USP – e financiada pelos centros acadêmicos da ECA e da FAU – USP. A Balão, que durou até 1975, com nove números, revelou artistas notáveis, como os gêmeos Paulo e Chico Caruso, Xalberto e o futuro amigo Angeli. Nas histórias da Balão, Laerte já revelava sua propensão para o surrealismo e a visão incomum do cotidiano.
Em 1973, Laerte vence o I Salão de Humor de Piracicaba, com um conhecido cartum político, em que o menino do conto infantil A Roupa Nova do Rei, de Andersen, é torturado e obrigado a dizer que o rei estava vestido.
Em 1974, ele colabora para os jornais O Pasquim e Ovelha Negra e para a revista Placar, com as tiras dos personagens Crioulo e Baianinho. Também elabora material para a campanha política do MDB, partido de oposição da Ditadura Militar. Em 1975, vira correspondente da revista O Bicho. Colabora também para a Gazeta Mercantil, fazendo ilustrações de economia. Ficou no jornal até 1985.
Em 1978, Laerte se torna um dos colaboradores das ilustrações para publicações sindicais idealizadas pelo então líder grevista Luís Inácio Lula da Silva. Inclusive, no ano seguinte, cria a editora Oboré, junto com Sérgio Gomes, para elaborar material sindical. Parte de suas colaborações para as publicações sindicais, onde ele desenvolveu o personagem João Ferrador, seria reunida no seu primeiro livro de cartuns, O Tamanho da Coisa, publicado pela editora Circo em 1985.
Em 1982, Laerte começa a colaborar para a Folha de São Paulo, desenvolvendo tiras e ilustrações humorísticas. Foi na Folha de São Paulo que começaram a sair a sua mais apreciada série de tiras, Piratas do Tietê. E, no Correio Braziliense, Laerte desenvolve sua outra mais famosa tira a partir de 1986, O Condomínio, retrato de um micro-universo povoado por figuras símbolo como o zelador, o puxa-saco, o síndico, uma família de mafiosos, o grafiteiro e um casal de gatos.
Em 1986, Laerte começa a colaborar para a grande revista da década, a Chiclete com Banana, criada no ano anterior por Angeli, seu colega na Folha de São Paulo. Foi no número 4 da publicação que Laerte cria os Piratas do Tietê. E começou a fazer sucesso, superando o período de vacas magras que até então vivia. Os Piratas do Tietê apareceriam em mais números da Chiclete com Banana, onde também apareceriam as anárquicas aventuras de Los Tres Amigos, feita em conjunto com Angeli e Glauco – na verdade, Laerte fazia quase todo o trabalho, desenhando seu personagem, Laertón, e todos os cenários e personagens secundários, cabendo a Angeli e Glauco desenhar apenas os respectivos personagens, Angel Villa e Glauquito. Pouco depois, Los Tres Amigos ganhariam a adesão de um “cuarto” amigo, Adão Iturrusgarai, o Fanzueca. As aventuras de Los Tres Amigos seriam reunidas em dois álbuns, editados pela Circo em 1992 e 1994.
No final da década de 80, Laerte começa a colaborar com a Rede Globo, escrevendo scripts para programas como TV Pirata, TV Colosso e Sai de Baixo, além do quadro humorístico Vida ao Vivo, exibido no Fantástico em 1997. Inclusive, ele escreveu o script do filme Super Colosso (1996), derivado do programa de TV infantil.
Laerte ainda colaboraria para as revistas Circo e Geraldão, da mesma editora Circo. E essas colaborações marcaram época. Na Circo, publicou, dentre outras histórias, o clássico A Insustentável Leveza do Ser; e na Geraldão, publicou Minotauro, séria e sem balões. Mas, na Chiclete com Banana também há histórias marcantes de Laerte, como Asas e Aquele Cara.
Em 1990, durante a crise gerada pelo Plano Collor, Laerte resolveu criar sua própria revista, Piratas do Tietê, publicada pela mesma Circo. Foram 14 números com histórias longas de seus anárquicos personagens, além de mais histórias próprias e mais introspectivas. Pela mesma editora, Laerte lançaria ainda Striptiras, compilando tiras da série O Condomínio e de outros personagens, como Hugo. Durou 15 números. A sua série de tiras de jornal também adota o nome genérico de Striptiras.
Na década de 90, Laerte não parou de produzir. Mas não se arriscou mais nas revistas, preferindo as tiras e ilustrações. Criou mais personagens: as infantis Suriá, a Garota de Circo, para a Folhinha da Folha de São Paulo, e Carol, para a revista infantil Zá!; criou, dentro das Striptiras, Deus (fugindo da visão judaico-cristã tradicional) e o anti-herói Overman; e já reuniu tiras em diversas coletâneas por diversas editoras.
Depois do ano 2000, já saíram os seguintes álbuns: Suriá, a Garota de Circo (Jacarandá / Devir) e Deus Segundo Laerte (Olho D’Água), em 2000; Classificados (primeira coletânea das tiras publicadas na seção Classificados da Folha de São Paulo – Jacarandá / Devir) em 2001; Classificados 2 (Jacarandá / Devir), A Pororoca (FTD) e Deus 2 – A Graça Continua (Olho D’Água), em 2002; Deus 3 – A Missão (Olho D’Água), Suriá Contra o Dono do Circo (Jacarandá / Devir) e Overman – O Álbum, o Mito (Jacarandá / Devir) em 2003; Classificados 3 e Gatos – Bigodes ao Léu (Jacarandá / Devir), em 2004; Hugo Para Principiantes (Jacarandá / Devir) em 2005; Piratas do Tietê – 1 e 2 (L&PM) e Seis Mãos Bobas (reunindo todas as colaborações conjuntas de Angeli, Laerte e Glauco para as revistas da Circo, Jacarandá / Devir), em 2006; Piratas do Tietê – Completo (Jacarandá / Devir), Laertevisão (série de tiras semiautobiográficas, Conrad) Fagundes – Um Puxa-Saco de Mão Cheia e a série Striptiras (L&PM) em 2007; Carol (Noovha América) e Muchacha (Companhia das Letras) em 2010. É tudo o que tem disponível dele nas livrarias.
Por um período, Laerte se distanciou dos personagens e começou a fazer tiras enigmáticas e introspectivas, talvez por influência da morte de seu filho, Diogo em 2005 (Laerte já acumula três casamentos ao currículo, sendo que do segundo casamento veio dois filhos, e do terceiro uma filha).
Atualmente, Laerte tem causado alguma polêmica devido a um hábito peculiar: comparecer ao eventos de HQ vestido de mulher. Ele é adepto do chamado crossdressing. O que já reflete na defesa de sua posição quanto aos direitos dos transexuais, criando até uma associação de defesa dos transgêneros.
Laerte também já faturou muitos prêmios ao longo da carreira: foram sete HQ Mix (Melhor Roteirista Nacional em 1989, 1990, 1991 e 1997; Melhor Desenhista Nacional em 1991 e 2003; e Grande Mestre em 2010) e foi eleito Mestre do Quadrinho Nacional do Ângelo Agostini de 2003.
Atualmente, Laerte publica tiras no blog Manual do Minotauro (http://manualdominotauro.blogspot.com.br/), mas mantém seu website oficial ativo (www2.uol.com.br/laerte).

Foto do autor extraída de: http://educarparacrescer.abril.com.br/

OS PIRATAS DO PIRATA
Bem, hoje começarei falando sobre os PIRATAS DO TIETÊ.
Como eu disse, a primeira aventura dos PIRATAS foi publicada em 1986, na Chiclete com Banana no. 4. Depois disso, os personagens aparecem em mais números do gibi, incluindo uma história com a participação “especial” do Batman; migram para as tiras de jornal por volta de 1991; e, em 1990, começa a sair o gibi próprio dos Piratas, publicado até 1992, com 14 números. Do gibi, falarei mais tarde. E, em 2003, os PIRATAS DO TIETÊ ganham uma adaptação para teatro, Piratas do Tietê – O Filme, pelo grupo teatral La Mínima, e apresentado no Teatro Popular do Sesi.
Atualmente, podem ser encontradas cinco coletâneas de desenhos dos PIRATAS: as compilações de tiras da L&PM, lançadas em 2006 dentro da coleção L&PM Pocket, e os três álbuns da Jacarandá / Devir, lançados entre 2007 e 2008, compilando todas as histórias longas dos personagens publicadas no gibi Piratas do Tietê.
Hoje, falaremos das coletâneas da L&PM. Saíram até o momento dois volumes: Piratas do Tietê – A Escória em Quadrinhos e Piratas do Tietê – Histórias de Pavio Curto.
Bão. Quem são os Piratas do Tietê? É bom dizer, antes: com eles, Laerte se notabilizou em usar referências fotográficas para compor cenários, e um traço preciosista e detalhado, misturando passado e futuro, num nonsense notável e violento.
Eu disse violento. Porque a força motriz de PIRATAS DO TIETÊ é o humor negro, sangrento e violento a ponto de ser engraçado.
Todo mundo sabe: o rio Tietê, que corre pela capital paulista, é o rio mais poluído do Brasil, se não um dos mais poluídos. Pelo menos, no trecho que passa pela capital do estado de São Paulo. Apesar das ações de descontaminação, o Tietê segue recebendo esgoto residencial e industrial. Imaginem então a situação em 1986, quando nem projeto de despoluição havia.
Cenário propício para aparecerem esses seres cuja vocação é ser a escória da humanidade. Os PIRATAS DO TIETÊ são piratas à moda antiga, cuja figura foi resgatada, no milênio que entrou, pelo “elegante” pirata Jack Sparrow da cinessérie Piratas do Caribe. Vivem em um galeão a vela, flutuando permanentemente entre as pontes do Tietê; vivem de saques, bebedeiras, orgias e matanças desenfreadas; se vestem como se estivessem no século XVII, e alguns tem os adereços indispensáveis da moda bucaneira – perna de pau, tapa-olho, papagaio no ombro, lenço na cabeça... Mas fazem o que fazem adaptados à vida moderna, se dando ao luxo de usarem aparelhos eletrônicos, jogarem fliperama...
A figura mais proeminente das tiras é o Capitão, barbudo, com perna de pau e tapa-olho, cara de mau e suas exclamações exóticas (“com mil chupacabras”! “Com mil lesmas à vinagrete”!, etc.). Mau mesmo: tem um prazer enorme em matar, saquear, colecionar cabeças, escravizar pessoas, extorquir empresários... Ao Capitão, só interessam os tesouros, em moedas de ouro, joias ou dinheiro de hoje, mesmo (que ele não se cansa, como bom pirata, de guardar em baús e enterrar no chão). E nunca perde a oportunidade de se envolver em negócios que lhe garantam um tesourinho a mais, lhe apetecendo mais os mais desonestos. Enfim, não muito diferente de certas pessoas que detém o poder econômico e social que vêm à tona de vez em quando... Por isso, algumas das ações dos PIRATAS DO TIETÊ parecem até banais aos olhos do leitor: ele aceita a matança e a destruição dos piratas com naturalidade, como se estivessem apenas lendo uma tirinha do Recruta Zero.
O Capitão tem dezenas de subordinados, espalhados pelo navio. De todos, o mais importante é o braço direito (ou melhor, “perna direita”) do Capitão, o narigudo e meio tapado Jack. Depois do Capitão, é o que mais aparece nas tiras. De vez em quando, outros piratas menos importantes dão as caras na tira, como Aníbal, o Conquistador, sempre às voltas com a mulherada, Tobruk, Moscatel ou um e outro pirata que aparece do nada em uma cena banal.
Os piratas são vistos pelas pessoas “normais” como a escória da sociedade, símbolos de tudo o que é ruim – sanguinários, machistas, escravistas, pedófilos, corruptos, gananciosos, anti-higiênicos, antiecológicos – enfim, tudo o que degrada a ordem que levamos anos para construir. Mas tem muita gente que prefere se juntar à pirataria, num protesto contra a hipocrisia existente na sociedade “normal” – afinal, os autores dos discursos moralistas são geralmente os que menos seguem os exemplos de conduta. Talvez seja por isso que os PIRATAS DO TIETÊ ainda sejam uma tira popular, apesar do grande volume de cabeças decepadas, sangue, nojeiras...
Oh: e nem adianta caçar os piratas: você mata um, ou vem outro no lugar, ou ressuscitam, simplesmente. Possivelmente energizados pelas substâncias fétidas em suspensão no Tietê, os piratas parecem ser imortais: vocês podem espetar espadas em seu peito, dar tiros na cabeça, decapitá-los, esquarteja-los, vaporiza-los com laser, mas não adianta: eles voltam na tira seguinte. Aliás, para os PIRATAS O TIETÊ, matança entre eles mesmos é bem comum. Laerte, inclusive, já sugeriu que os piratas podem ser mais velhos que o próprio Brasil.
Well. Algumas tiras são pouco compreensíveis aos leitores menos habituados, devido ao conteúdo enigmático e introspectivo. Em se tratando de Laerte, é preciso atenção para captar o sentido escondido na tira – nonsense puro, piada engraçada ou encheção de linguiça pura e simples. Algumas tiras podem soar repetitivas, até. Em pirataria, nada é certo. Navegar é preciso, viver não é preciso. Io-ho-ho.
Mas tem mais: nas tiras também já apareceram personagens de menor relevância, mas nem por isso ignoráveis, como o principal adversário dos piratas, Silver Joe, o caçador (pirata bom, para ele, é pirata morto), e sua filha Graziela, que, ao contrário do pai, adora piratas; e Rozy, a suposta filha bastarda do Capitão – ou pelo menos ela diz que é, embora o Capitão negue.
Bem. Nas coletâneas da L&PM, aparecem uma variedade de situações divertidas, violentas e não recomendadas a quem tem estômago fraco para a HQ brasileira: os piratas arrasando com o que encontram pela frente; as caçadas de Silver Joe; o Capitão brigando com Papai Noel ou com o Capitão Gancho (aproveitando a comoção gerada pelo filme Hook – A Volta do Capitão Gancho, de 1991); os piratas organizando as atividades de seu sindicato (sim, até isso eles tem – o Sindirata, Sindicato dos Piratas, Corsários, Bucaneiros e Flibusteiros em Geral da Região Metropolitana); o Capitão como apresentador de programa infantil; o Capitão escrevendo suas memórias em folhas de pergaminho com pena e tinta; a aparição de Rozy, criando situações inusitadas entre os piratas; matanças entre si; as paqueras de Aníbal, o Conquistador; Jack e outro pirata mulherengo, Moscatel, tentando pegar mulheres a bordo de um caminhão monstro; as interações dos piratas com o azarado Hugo; Jack interagindo com a Morte em cima de uma lambreta; o Capitão com o mundo nas mãos; gente tentando se juntar à pirataria; os piratas dentro de um carro Karmanghia preto; os piratas interagindo com o principal bicho de estimação do grupo, o Jacaré do Tietê (“pirata quando morre vira jacaré”); os piratas buscando em enterrando tesouros; o Capitão interagindo com uma poetisa de roupas mínimas; e até tiras com a versão “baby” dos personagens, com um Capitão menino com barba na cara, vivendo pequenas aventuras em um reformatório barra-pesada ao lado do menino Jack; e por aí vai.
É possível notar, inclusive, mudanças no estilo do autor ao longo das coletâneas: as tiras mais antigas tem linhas mais finas, farto uso de preto e traço mais esguio; depois, vieram as tiras coloridas, com linhas mais grossas e traço mais estilizado.
Bem, a L&PM bem que poderia lançar um terceiro volume da coletânea de tiras, cobrindo as que faltam. Tem tiras suficientes ainda para compor um terceiro volume, certo?
É possível ainda encontrar os livros em todas as livrarias que revendem os livros da L&PM.
Na próxima postagem: PIRATAS DO TIETÊ – o gibi, e as compilações das histórias nos álbuns da Jacarandá / Devir.

OS MEUS NÃO-PIRATAS 
Para encerrar, já que falamos de tiras, hoje vou colocar tiras dos meus personagens praianos, os Bitifrendis.
Hoje, um ciclo se fecha: no blog deles, foi publicada a tira número 300, fechando desse modo a terceira temporada de tiras deles (cada temporada tem 100 tiras).
Aqui, vão algumas tiras da finaleira da temporada – as restantes serão publicadas, aqui no blog, em outra ocasião.
E é isso aí.

Até mais!

Um comentário:

Laerçon Blues Man disse...

O Laerte na minha opinião é o melhor cartunista do Brasil imbatível embora tenhamos outros ótimos, estamos bem servidos nesse quesito.