segunda-feira, 22 de março de 2010

Silêncio no tribunal, caíram as calças do general!

Olá.
Interrompendo momentaneamente a série especial sobre Crepúsculo, vou falar de outra Isabela. Deixando um pouco de lado a Swan, vou falar hoje da Nardoni.
Começou hoje o julgamento de um dos casos de violência doméstica mais escandalosos do Brasil. Num júri popular, o pai e a madrasta de uma inocente menininha que teria sido jogada da janela de um apartamento terão seus destinos decididos. Culpados ou inocentes?
Quem fez a festa com o caso foi a mídia. De tantas crianças que são vítimas de maus tratos no Brasil, de tantas crianças que são abusadas, espancadas e até mortas por causa de adultos incompetentes e perversos (em boa parte dos casos), uma foi escolhida pela mídia para servir de exemplo para toda a sociedade. Rendeu até missa-show.
É claro que o caso chocou o Brasil, afinal estamos falando de uma criança que não teve culpa de nada. O que chocou mais foi o fato de a mídia estar até saindo no tapa para ver quem fatura mais com as notícias sobre o caso. É triste. Com tantas crianças que morrem hoje, mas a mídia só priorizou uma para fazer de manchete.
Nem o caso João Hélio teve tanta cobertura jornalística. O João Hélio, que morreu de uma forma ainda mais cruel que a Isabela Nardoni! Arrastado por um carro! Quer dizer, não que ser jogado da janela de um apartamento seja menos cruel que ser arrastado por um carro...
Torçamos para que o caso termine favorável para todos, que a justiça seja feita como ela deve ser feita. Que o veredito do júri seja exemplar, sem acabar em marmeladaou pizza (não, pizza não; pizza é melhor para os políticos). E que a mídia crie juízo desta vez.
Falando em júri, imagine como deve ser a reação das pessoas que foram convocadas JUSTAMENTE para esse caso... Pelo menos, eu tentei imaginar algo assim, a caneta direto sobre o papel, sem esboço... quando fico indignado, meu traço é menos cuidadoso.
Até mais!

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